Filha de Pena Branca quer dialogar com amigos do pai

Rejane Ribeiro, a filha do repórter Pena Branca

Recebi essa comunicação de Rejane Ribeiro, filha do grande repórter Otávio Ribeiro, o Pena Branca. Transcrevo a nota dela e minha resposta:

Olá, Marcos, é um prazer conhecer  você, um jornalista, que depois de 25 anos de falecimento do repórter policial octávio Ribeiro, conhecido como Pena Branca, ainda escreve sobre ele, com admiração.
gostaria muito de poder entrar em contato contigo, pois sou a filha deste grande repórter.
Hoje, resolvi entrar na internet e pesquisar tudo sobre meu pai, pois quero escrever algo sobre ele. Não sou jornalista, mas sou formada em Letras. E gostaria de saber se você quer colaborar com este meu sonho?
Aguardo a sua resposta.
Rejane Ribeiro

Octávio Ribeiro, Pena Branca (esquerda) e o filho, Leandro, cuja semelhança com ele é incrível

RESPOSTA:
Oi, Rejane. Ao citar seu pai o faço com orgulho por ter privado da companhia e das lições dele. Nunca conheci alguém tão interessado em ajudar jornalistas iniciantes na profissão como ele. Quando o Pena falava conosco, não jogava palavras ao vento e sim fincava marcos técnicos e, principalmente, éticos na nossa vida profissional.
Não posso deixar de lembrar dele quando vejo uma foto de cadáver publicada (ele demitia ou, no mínimo, dava um esporro no fotógrafo que trouxesse esse tipo de material) ou um repórter inventando desculpas por não ter cumprido uma pauta, ao fim do dia.
Seu pai, Rejane, ficou semanas na porta da casa do Tostão até conseguir a primeira e célebre entrevista sobre as razões de o grande craque ter abandonado o futebol.
Um cara capaz de dialogar no morro e no asfalto, com grande desenvoltura, como o Pena fazia, faz muita falta.
Seu pai era um cara e tanto. Eu e tantos outros que convivemos com ele em Manaus temos orgulho de tê-lo tido como “(meu) camarada”, para usar a expressão que ele repetia.
Conte comigo para o que for necessário.
Abraços,
Marcos Santos

21 comentários para “Filha de Pena Branca quer dialogar com amigos do pai

  1. Rejane Ribeiro disse:

    Marcos, obrigado pela resposta.
    Eu preciso entrar em contato com jornalistas que estavam fazendo a última matéria com meu pai em Manaus quando ele disse que estava com muitas dores em todo corpo e logo depois veio transferido para o Rio de Janeiro. Preciso saber o que houve com ele nesta época porque ele quando chegou no hospital ja estava muito ruim.Você tem esses contatos?Pode me mandar?
    Te agradeço,a emoção foi muito grande quando li suas últimas palavras.Eu não tinha noção o quanto o meu pai ainda é importante para vocês jornalistas porque para mim mesmo depois de 25 anos ainda me faz muita falta.

    1. joao gil disse:

      rejane, quero tocar idéias com vc a respeito do saudoso pena branca. joaogi@bol.com.br

      RESPOSTA:
      Quando quiser. Vamos falar pelo email marcosam1@gmail.com, por favor.

    2. zeze cordeiro disse:

      ola rejane, sou elena cordeiro e meu pai zeze cordeiro..trabalhou com octavio na antiga ultima hora.
      e ele gostaria muitode conversar com voce.
      poderia entrar em contato..2543.3545
      abraco

    3. Felipa Pinheiro disse:

      Oii Rejane! Tudo bem?
      Faço jornalismo na PUC e estou fazendo um rádio documentário sobre o caso Arlene Hansel, no qual seu pai trabalhou e acho que chegou até escrever um livro-reportagem né?
      Será que a gente poderia conversar sobre o assunto?
      Obrigada desde já!

  2. Suelen disse:

    “Não posso deixar de lembrar dele quando vejo uma foto de cadáver publicada (ele demitia ou, no mínimo, dava um esporro no fotógrafo que trouxesse esse tipo de material) ou um repórter inventando desculpas por não ter cumprido uma pauta, ao fim do dia.” – Que lindo isso! Gostaria de ter conhecido esse homem. Teria sido uma experiência pra lá de marcante mesmo.

  3. Ulisses Da Selva disse:

    Marcos Santos usufruo como posso de teu trabalho e gosto. Acredito que a filha de Ota’vio Ribeiro entrou em contato porque teve referencias boas a teu respeito. Vejo que fazem falta bons repo’rteres, de trabalhos com descricao, ana’lise, reflexao, intencao de informar e transformar, que tenham e’tica e respeito por seus leitores, ouvintes,assistentes, por isso lembras de Ota’vio Ribeiro. Vejo tambe’m como mudaram tuas companias.
    Um bom trabalho!

  4. simao pessoa disse:

    Grande Marcos Piná!
    Eu, Mario Adolfo e Carlos Dias entrevistamos o Pena Branca em abril de 1986 para o primeiro número do Candiru. Ele estava em Manaus em companhia do fotografo Ronaldo Kotscho (irmão do jornalista Ricardo Kotscho, ex-porta voz do Lula), mas não quis abrir o motivo de sua visita – só fiquei sabendo do que se tratava alguns anos depois. Realizada no restaurante Panorama, em Educandos, aquela foi a última entrevista do Pena Branca e ele nem chegou a vê-la publicada. Ele voltou pro Rio e morreu em maio, enquanto o Candiru só foi lançado em junho. Informe meu e-mail para a Rejane Ribeiro que passo uma cópia da entrevista para ela. Abração.

    RESPOSTA:
    Grande Simão. Estava há dias tentando lembrar o nome do fotógrafo, que agora você lembra, o Ronaldo Kotscho. Ele deu uma palestra muito importante na formação de toda uma geração, no auditório da Ufam, para todos nós, alunos do curso de Comunicação à época.
    O Ronaldo ganhou o Prêmio Esso de jornalismo com uma foto do Wladimir, lateral esquerdo do Corinthians, em que conseguiu enquadrá-lo na teleobjetiva no meio do campo, no ponto exato em que a iluminação convergia e no momento em que uma gota de suor escorria do queixo do jogador. Foto única. Prêmio mais que justo.
    Claro que vou passar o teu e-mail para a Rejane. Imediato. Valeu.

  5. ola marcos meu pai foi um personagem de barra pesada foi através deste livro que retomei contato com minha familia em mangueira. durante anos tentei achar otavio ribeiro com os adventos da internet descobri que era falecido. ontem por um destes mistério do destino busquei barra pesada na rede pois a tempos não tenho o exemplar gostaria de conhecer alguem que trabalhou com ele nas reportagem que ele fez em mangueira para quem sabe saber um pouco sobre meu pai pois isto é um grande tabu em minha familia sei da importância de otavio no do jornalismo se não estou errado foi o primeiro jornalista a subir o morro. gostaria muito também de entrar em contato com sua filha.

  6. Luis Filipe Melo disse:

    OLha a coincidência. Hoje é dia 05 de abril de 2011 estou escrevendo uma matéria para homenagear três grandes jornalistas policiais do Rio de Janeiro. O Pena Branca, Valério Meinel e Albeniza Garcia. Adoraria falar com a Rejane. Trabalhei como repórter policial da rádio Tupi – RJ nos anos 80. Otávio Ribeiro, Valério e Albeniza eram de uma escola que não apenas noticiava, desvendava os crimes, não se vendia. Parabéns amigo pela lembrança.

  7. Rejane Ribeiro disse:

    oi, Fabio, eu realmente não sabia que o seu pai foi um personagem no Barra pesada, pois eu era muito pequena quando ele escreveu este livro.
    Meu pai, realmente tinha esta facilidade para entrevistar, tanto nos morros, cm no asfalto. estou ainda pesquisando para então escrever o livro sobre Octavio Ribeiro. Se eu souber algo, relacionado a isto, volto aqui para te ajudar, ok? Qual é o nome do seu pai?

  8. Rejane Ribeiro disse:

    Olá, Luiz felipe, estou a procura de jornalistas como vc, que possam me ajudar a escrever o meu livro. Pessoas que aprenderam com ele e tem muita coisa para relatar.
    Gostaria de ler esta matéria que você esta escrevendo sobre meu pai. Poderia me mandar? Ou me dizer onde será publicada??
    Fico feliz de vc ainda lembrar dele com tanta admiração!
    obrigada!!
    Eu estou a sua disposição para conversármos sobre ele.
    Um abraço!

  9. Rejane Ribeiro disse:

    Marcos, como vc está me ajudando, viu? tudo começou no seu blog. Vc foi o primeiro jornalista que me respondeu sobre o meu pai. E continuo viajando na história do Pena Branca.
    Quero te contar que depois de muitos anos, sonhei com ele esta noite, e foi muito real pra mim. Digo pra vc que ele estava feliz!
    Pena Branca , a esta hora , deve estar narrando para os anjos!!! Como ele amava esta profissão!!
    Um grande abraço!

  10. Rejane Ribeiro disse:

    oi, Luis Felipe, estou aguardando a reportagem que voce fez para o meu pai,o homenageando, o jornalista Octávio ribeiro, Pena branca, citado no dia 5 de abril.
    Como posso obter esta reportagem?

  11. REJANE disse:

    Marcos, quanto tempo… nunca mais me escreveu…
    Não esqueci de voce não…
    já estou iniciando o livro do meu pai… Aguarde-me.

    Um grande abraço!!!

    Rejane Ribeiro

    RESPOSTA:
    Estamos aguardando o livro, Rejane, para fazer o lançamento com toda pompa em Manaus. Grande abraço.

  12. REJANE disse:

    que máximoooooooooo!!!

    obrigada, Marcos…

  13. Levi Lima Fonsêca disse:

    Eu trabalhei com ele na equipe que ele formou no jorna o povo em Fortaleza no Ceará em 1983. Na epoca ele passou um tempo em Brasilia investigando a morte de um amigo dele de nome se não me engano Eugenio e conseguio descobrir que o assasino foi um major ou um coronel.ele formou uma equipe muito boa e nos aprendemos muito com ele. Um aluno de comunicação de nome Fernando Ribeiro que ele selecionou para trabalhar na equipe dele hoje e editor de policia do maior jornal do Ceará,(JORNAL DIARIO DO NORDESTE), e comentarista policial na tv Verdes Mares, Filiada da Globo no CEARÁ. OBS. Tem muitos amigos dele que conviveu com ele no perioda que ele esteve em fortaleza e que sempre saiamos com a turma da equipe dele para as noitadas e nos sempre relembramos a sua competencia e a lealdade dele com os pessoal da equipe que ele montou caso queira o contato deste outros amigos dele entre em contato comigo que eu te passo o contato deles para voce. Foi muito bom e inesquessivel trabalhar com o Pena. Abraço Rejane e estou a sua desposição para qualquer infomação.

    1. Rejane disse:

      Oi, Levi,fico muito feliz de saber que meu pai ainda é lembrado e querido por voces.
      gostaria muito de ter os contatos acima. Poderia me dar?
      obrigada
      Um Abraço!

  14. Edson Silva disse:

    Marcos, se houve condição me coloque em contato com a Rejane, filha do sensacional “Pena Branca”. Na verdade, só o vi pessoalmente uma vez e mais tarde me indicariam para ler um de seus livros, o Algemas de Carne, mas meu encontro com o grande repórter foi inesquecível. Em 1984, eu tinha 22 anos, e após ter feito os 2 anos de Comunicação Social optara por Jornalismo, na PUC de Campinas. O conheci na Rádio Central, eu tinha sido contratado ao ter meu nome publicado nos jornais por ter filmado parte de um assassinato no centro de Campinas, cuja a vítima foi um garoto de rua que se preparava para dar entrevista para nosso grupo para um trabalho de faculdade. Embora estivesse a pouquinho mais de um mês na rádio, eu estava com uma certa “moral”, pois tinha ido para um bairro da periferia e feito uma entrevista com um homem acusado de assassinatos e procurado pela polícia, na entrevista o cara estava armado com dois revólveres e escoltado por mais dois homens armados… O Octávio Ribeiro nem tinha se inteirado desta história ainda, mas quando fui apresentado à ele pelo chefe de jornalismo e pelo diretor da rádio, ele veio ao meu lado como se fosse me dar um abraço e ao invés de me dar a mão, como é normal em cumprimentos, ele levantou parte da minha camisa e deu alguns tapas nas minhas costas para em seguida dizer carinhosamente aos meus “chefes”: “invistam neste moleque”. Apesar de ser novo, meus cabelos já eram grisalhos e um dos “chefes” falou este é nosso “Peninha Branca”, fez uma entrevista muito corajosa e sensacional estes dias… Resultado, passei 18 anos dos meus já quase 30 anos de profissão na Reportagem Policial de Campinas e hoje, aos 51 anos, estou desempregado desde 8 de janeiro último (2013), aliás dia de meu aniversário, e buscando trabalho… recentemente em um projeto citei esta história sobre como conheci o Octávio Ribeiro, nosso primeiro, único e eterno “Pena Branca”.

  15. Frederico Oliveira disse:

    Estou feliz de encontrar online algo do jornalista Octávio Ribeiro. Estou iniciando uma pesquisa sobre o detetive Milton Le Cocq e após algumas leituras (raras) sobre o assunto fiquei admirado com o trabalho do Pena Branca. Ele pinta magistralmente um quadro de época que pouco se tem a oportunidade de conhecer atualmente. Sendo a Rejane filha da lenda Octávio Ribeiro fico entusiasmado em pensar que mais coisas daquele grande e arguto jornalista ainda possa ser historiado e trazido para as novas gerações. Abraço em todos

  16. vanda de souza cordeiro disse:

    Sou esposa do Zezé Cordeiro. Eles foram muito amigos. Nós morávamos no Leme quando você, seu irmão, sua mãe e Otávio nos visitam. O Zezé não desiste de achar vocês. Ele tem ligado para vários amigos tentando o contato com sua mãe Léa ou seu irmão, mas não atenderam nossos apelos. Nossa filha Elena já enviou para você o nosso telefone. Acredito que você não viu. Lá vai de novo: 21-2543-3545. Vai ser um prazer imenso rever vocês e contribuir com a sua pesquisa. Um forte abraço.
    Vanda Cordeiro.

  17. Mauro Bastos disse:

    DEPOIMENTO
    Caso Arlene Hansel: “O jornalismo fez sua parte”
    30/01/2009 22h02 Teresa Martins*
    Texto publicado na edição impressa de 31 de janeiro de 2009
    00Comentários (0)
    Acompanhei por 90 dias o trabalho de uma figura lendária do jornalismo policial-literário brasileiro, numa investigação que desmentiria a própria polícia. Isso em 1979, época em que a polícia atuava como grande parceira do regime militar. Participar desse trabalho como estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná, junto com Rosane Baptista, foi como fazer parte de um filme policial com um enredo político, no qual interesses poderosos conspiravam contra a verdade.

    Estávamos no final da ditadura, mas o processo de abertura política era “lento e gradual”, como os próprios militares definiram a transição para o regime democrático. Quem se atrevia a contrariar as regras do jogo corria riscos. Ainda havia medo de represálias. A tortura política executada por setores da polícia, a mando do regime, estava acabando. O método, porém, ainda era usual nas delegacias para extrair “confissões” de suspeitos por crimes comuns.

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    Octávio Ribeiro foi contratado pelo editor Faruk El Khatib, dono da extinta Revista Atenção, para contar em um livro-reportagem a história do assassinato da estudante de filosofia e professora Arlene Hansel, encontrada morta em 1977, no Morro do Guabirotuba, em Curitiba.

    A ideia de investigar o caso, encerrado pela polícia havia dois anos, surgiu da inquietação que o assunto provocou nos repórteres que faziam a cobertura do crime. Entre eles estava o jornalista Mauro Bastos, que participou da edição do livro.

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    Os jornalistas desconfiavam que o inquérito policial era uma obra de ficção montada para esconder a verdade. O pai da vítima, Rodolfo Hansel, declarava em público que não acreditava na versão oficial. Hansel aumentou a repercussão do caso quando afirmou que o assassino de sua filha não era o servente de pedreiro Luis Carlos Lira, nome apresentado pela polícia como autor do crime.

    Octávio Ribeiro precisava encontrar provas, testemunhas, documentos. Não bastava uma testemunha. Ele queria encontrar todas que pudesse. Conhecido como “Pena Branca”, o repórter que inspirou uma série na TV Globo chamada Plantão de Polícia (protagonizada por Hugo Carvana) era incansável.

    Nada de ilações, informações em off, opiniões baseadas no que ele achava. O que Octávio Ribeiro achava tinha que ser provado – não por indícios ou evidências, mas pelos fatos, testemunhas-chave desprezadas pela polícia, documentos, contradições no inquérito ou por detalhes minuciosamente estudados nos laudos do Instituto Médico Legal.

    Trabalhar 12 horas por dia em um caso como o assassinato de Arlene Hansel demanda do jornalista uma saúde de ferro. Naquela época, a saúde de Octávio Ribeiro parecia abalada pelo excesso de peso, pela boemia e por uma paixão desmedida pelo trabalho. Paixão movida, muitas vezes, pela cocaína que corroeu seu corpo.

    Acompanhar o raciocínio da fera do jornalismo investigativo brasileiro não era coisa para amadores. A cabeça do homem era um turbilhão de informações sobre o caso. O trabalho foi estressante, houve brigas. No final, nenhum de nós queria mais pensar no assunto.

    A versão da polícia foi desmontada pela série de provas que Octávio apresentou no livro Quem Matou Arlene Hansel? A pergunta ainda era feita dois anos depois de o servente de pedreiro Luis Carlos Lira ter sido acusado e condenado pela unanimidade dos jurados a 25 anos de prisão.

    Lira foi julgado sem direito a apresentar ao Tribunal do Júri de Curitiba testemunhas de defesa, que foram solenemente ignoradas na investigação da polícia. A investigação jornalística provou que, no dia e hora do crime, Lira estava a cem quilômetros de distância de Curitiba, trabalhando na estrada da Graciosa, perto de Morretes. Mais de dez testemunhas confirmaram, em entrevistas gravadas e com fotos, ter estado com ele no momento do assassinato de Arlene.

    Nada disso fez com que Lira fosse levado a novo julgamento. Ele passou mais algum tempo na cadeia e acabou sendo libertado antes de cumprir a pena. Os fatos apurados pela reportagem revelaram que Lira foi apenas um nome apresentado pela polícia para oferecer uma satisfação à opinião pública. Ou uma tentativa de esconder o verdadeiro assassino.

    Nem o pai de Arlene, nem o diretor do colégio onde ela estudou e lecionava, um padre e professor de Filosofia, acreditaram na polícia. Nem mesmo sua melhor amiga, que formou-se em Psicologia e foi trabalhar justamente na Penitenciária do Ahú, onde, por ironia do destino, atenderia Lira. Trinta e três anos depois do crime, ninguém sabe quem matou Arlene Hansel. Todos souberam que não foi Lira. O jornalismo fez sua parte.

    *Teresa Martins é jornalista.

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