Vanessa Grazziotin passou cinco dias entre políticos mais poderosos do Brasil e não usou o poder pelo Amazonas

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Vanessa, desgrenhada na luta estudantil e repaginada no Senado

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) não titubeou em entrar em roubadas, nem se preocupou com senso de ridículo na defesa da presidente Dilma Housseff e contra o impeachment. Tal destemor, inclusive à própria imagem, a tornou um dos políticos mais poderosos do País. No desespero dos últimos dias, a presidente usou a caneta a torto e a direito, como no caso da criação de três unidades de conservação ambiental no Amazonas, uma delas Reserva Biológica, onde até moradores tradicionais são retirados. Vanessa tinha força para agir pelo Amazonas, suspendendo o contingenciamento da Zona Franca ou levantando os entraves burocráticos que impedem a BR-319 ou ainda conseguindo recursos a fundo perdido para infraestrutura – coisa que Lula e Dilma fizeram, se fizeram, a conta-gotas. No lugar disso, usou o poder para nomear o advogado Felipe Thury, segundo mais votado na lista tríplice do TJAM, para compor o quadro de juízes do TRE-AM. Podia ter feito isso e todo o resto, mas ou não percebeu a força que tinha ou não teve estatura para usar o poder disponível.

 

Poder

“Se quiser por à prova o caráter de um homem/ mulher, dê-lhe poder.” Abraham Lincoln.

 

Pernada

Vanessa, com a nomeação de Felipe Thury, deu uma “pernada” no maior responsável por sua eleição para o Senado, o senador Eduardo Braga. O candidato de Braga, o terceiro colocado na lista tríplice, era Délcio Santos, ex-advogado dele.

 

Vanessa e o procurador

Um dos momentos que marcaram a atuação de Vanessa no Senado, na questão do impeachment, aconteceu quando Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), foi ao plenário esclarecer a questão das pedaladas fiscais. A senadora pelo Amazonas o acusou de ser “militante da causa do impeachment“, afirmando que havia centenas de fotos dele participando de atos a favor da saída da presidente. O procurador a chamou de “leviana” e afirmou que nunca participou de nenhum desses atos, desafiando-a a exibir pelo menos uma dessas fotos. Ela calou. Veja:

 

Vibração com Maranhão

Vanessa parece ter confundido a batalha do impeachment com as escaramuças da militância estudantil no Amazonas. Foi aí que, calças jeans surrada, desgrenhada e de tênis, viveu seu melhor momento, construindo a base da carreira política. Ela e o grupo político pro-Dilma no Senado exibiram alegria juvenil com a decisão do deputado Waldir Maranhão, na presidência da Câmara dos Deputados, anulando o impeachment, coisa digna de Sucupira e que chegou perto da revogação da Lei da Gravidade. Ela participou de um vídeo, gravado a caminho do Palácio do Planalto, cantando vitória. Veja:

 

Comunista

Vanessa reclamou, no plenário, porque foi recebida em Manaus aos gritos de “comunista”. Talvez no meio do rebuliço do impeachment ela tenha esquecido que pertence ao Partido Comunista do Brasil. A senadora terá que se acostumar com posições antagônicas. A democracia, esteio da defesa de Dilma, é assim mesmo.

 

Braga, Omar, a Arena da Amazônia e a propina

Os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), citados na delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez, responderam à acusação de que receberam propina, veiculada na TV Globo. Braga disse que estava indignado e ofendido. Omar afirmou que foi retaliação da empresa porque a relação dele com ela foi sempre dura. E que a Arena da Amazônia, pela qual os dois ex-governadores teriam recebido 10% (Braga) e 5% (Omar), foi a obra da Copa mais auditada. Esse panavueiro ainda vai longe.

 

Droga no aeroporto

A Polícia Federal tem intensificado a fiscalização no aeroporto Eduardo Gomes. Descobriu que os traficantes estão mandando para outros Estados droga fracionada, em pacotes de 10kg, nas malas de jovens “mulas”.

 

Skunk e não cocaína

Os policiais estão intrigados porque a droga transportada não é cocaína, como se esperava, uma vez que o Amazonas tem a fronteira brasileira com os dois maiores produtores desse entorpecente, Colômbia e Peru. Trata-se de skunk (gambá, em inglês), um tipo de maconha industrial que é plantada na água (hidropônica). Ela mistura tipos diferentes da planta e enquanto o tetrahidrocanabinol (THC), o teor alucinógeno, é de 2,5% na espécie comum, essa pode chegar a 25%.

 

Sorriso Maroto sem som ou ar

Faltou som e ar-condicionado no Studio 5, este sábado (14/05), durante o show do grupo de pagode Sorriso Maroto. Uma subestação de energia parou e derrubou uma fase da energia da casa, no meio da apresentação, que só foi restabelecida meia hora depois, com a plateia derretendo. A banda, mostrando respeito pelos fãs, improvisou animada roda de samba acústica.

 

Ônibus

Está mais que clara a estratégia para forçar o prefeito Arthur Virgílio a reajustar o preço da passagem de ônibus em Manaus, atualmente em R$ 3,15, com os R$ 0,15 subsidiados por Governo do Estado e Prefeitura. Os empresários contam com a força do Sindicato dos Rodoviários, que, sob o comando dos irmãos Oliveira, Givancir (atual presidente), Josildo e Jaildo, estão revezando paralisações, empresa por empresa. Milhares de manauaras são surpreendidos com a falta de ônibus, na hora de ir trabalhar ou na volta do trabalho.

 

Dissídio

Para completar, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não obteve acordo entre as partes no dissídio coletivo. Os rodoviários querem 20% de reajuste. Cabe ao TRT acelerar o julgamento e acabar de uma vez com o sofrimento do trabalhador.

 

Melo e Arthur

A questão do transporte coletivo ameaça azedar as relações entre Arthur Virgílio e José Melo. Aliado do prefeito, o governador está há cinco meses atrasado no repasse dos subsídios da passagem de ônibus. Os empresários alegam que esse é o principal motivo pelo qual estão lutando na Justiça por reajuste da passagem, de R$ 3,15 para R$ 3,55.

 

Crise e delírio

Em que mundo a direção do Sindicato dos Rodoviários e os empresários de ônibus de Manaus estão vivendo? O sindicato pede 20% e as empresas 12,69% de reajuste. E a crise? Onde, na atual economia brasileira, é possível ganhar tanto assim?

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2 comentários para “Vanessa Grazziotin passou cinco dias entre políticos mais poderosos do Brasil e não usou o poder pelo Amazonas

  1. Ckaudio Rocha disse:

    Rede Globo constrangida. Diante das críticas da mídia internacional com relação ao afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff e, principalmente, a formação do governo do vice-presidente Michel Temer, composto apenas por homens, brancos e, principalmente, apoiado e formado por figuras com forte envolvimento com corrupção. Jorge Pontual correspondente da emissora nos Estados Unidos foi obrigado a falar sobre o assunto e, ao noticiar o editorial do The New York Times que sai em defesa de Dilma, chega até a gaguejar quando diz que o problema da corrupção pode piorar com seu afastamento. #JáTemLuta #BrasilValeALuta

  2. Nara Maria disse:

    Na minha percepção a Presidenta Dilma merece e muito o apoio do Amazonas. O Senador Omar Aziz declarou certa vez e eu presenciei a fala dele, que o governo que mais tinha investido no Amazonas era o da Presidenta Dilma. E com certeza, a partir do governo do PT o Amazonas vivenciou muitas melhorias para a nossa gente, inclusive da zona rural, com acesso ao Luz para todos. Senadora Vanessa não teve meu voto, mas, tem meu respeito por ter se posicionado a favor da Democracia. E as Escolas Técnicas Federais e Campus da UFAM em nossos municípios, possibilitaram acesso de fato as pessoas de baixa renda.

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