O Brasil ganhou a Copa do Mundo em segurança e pode sim ganhar outra na Olimpíada, mesmo entre trambiques e trapalhadas

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Copa do Mundo em Manaus foi um sucesso, além das expectativas, com a Ponta Negra vivendo momentos de festa

O Brasil passou, com louvor, pelo teste da Copa do Mundo de 2014. Ficou marcado pelos 7 a 1 no futebol que a Seleção Brasileira levou da Alemanha, mas ganhou o ouro na segurança pública, sem nenhum evento que tenha marcado a passagem da competição pelo País. Como, aliás, aconteceu na Alemanha, em 1972, na Olimpíada de Munique, no massacre da delegação de Israel.

Agora vem a Olimpíada Rio 2016. Quem pode nos apontar o dedo? Os EUA, vítimas dos lobos solitários do Estado Islâmico? Ou a Europa, idem, com o recente atentado de 84 mortos em Nice, na Riviera Francesa?

A Copa do Mundo botou o dedo em feridas profundas do Brasil. A principal, claro, a falta de infraestrutura. Mostrou também que a sede de roubalheira dos dirigentes nacionais é insaciável. A Operação Lava Jato está servindo para consolidar ainda mais essa constatação.

O Brasil, no ato mais vergonhoso, tornou-se o único País do mundo a abrir mão dos impostos federais para a Fifa, em nome da organização da Copa. País rico, riquíssimo!!!, perdeu bilhões de dólares com o gesto tresloucado de Dilma e seu governo.

Os escândalos recentes, que levaram à cadeia José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e obrigaram Marco Polo Del Nero a renunciar e se refugiar no Brasil, sem viagens para o exterior, temendo pela prisão, mostraram o quanto o sistema do futebol nacional é corrupto.

A Olimpíada também tem seus escândalos. O mais recente, desses dias, ocorreu com a revelação da Agência Mundial Antidoping (Wada), que é independente, de que o laboratório de exame antidoping da Rússia protegeu os atletas do país durante a Olimpíada de Inverno de Sochi. Havia um buraco, nos fundos do laboratório de análises, por onde as amostras sujas eram substituídas por limpas.

Esse mundo dos esportes, como se vê, não tem nada de tão meritório, como deveria. O espírito do Barão de Cobertein, fundador dos jogos modernos, está sendo jogado no lixo por conta da corrupção.

O Brasil, porém, em meio aos preços escandalosos com que foram construídas as arenas, passou bem no teste de segurança da Copa do Mundo. Manaus passou até com louvor. Na Olimpíada pode repetir a dose, agora com a perspectiva de um esquema que garanta os turistas e possa – e deve – ser mantido para garantir a segurança dos cidadãos.

O Amazonas mandou 500 policiais para a Força Nacional, no Rio de Janeiro, menosprezando a segurança dos amazonenses. Os integrantes desse batalhão estão se queixando de que sofrem com falta de transporte, acomodação precária e até salários atrasados, na capital carioca. Acabaram de implantar padrão internacional de segurança nos aeroportos e esqueceram até de colocar um funcionário para fazer retornar a bandeja para por os computadores e sem ela as filas estão parando.

Há muitas trapalhadas em curso. Mas EUA, Europa, Ásia, África, os demais continentes, também, estão passando o maior sufoco com a absoluta falta de limites do Estado Islâmico e outros grupos terroristas. As autoridades de segurança brasileiras, diante do fato consumado da organização da Olimpíada, precisam contar com o apoio da população para passar por mais esse desafio.

É uma questão de sobrevivência nacional. Porque hoje nenhum país sobrevive sem o faturamento proporcionado pelo turismo.

Aos trancos e barrancos, sem ufanismo, mas contra tudo e contra todos, que venha a medalha da segurança na Olimpíada. O Brasil precisa dela.

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