Melo estanca troca de secretários estaduais na mira da Operação Maus Caminhos por falta de nomes

melo-duvidaA saída de Raul Zaidan da secretária estadual de Governo se deu mais por decisão própria, uma vez que ele está instalando escritório de advocacia, que do governador José Melo. Tanto que nenhum nome foi nomeado ainda para substituí-lo, depois que o vice, Sílvio Costa, também saiu para assumir sociedade com Zaidan. Restam pelo menos dois secretários no chão, sem qualquer possibilidade de continuar no Governo, em meio ao panavueiro da ação policial-judicial, esperando apenas nomes para substituí-los. Melo tenta fazer a troca antes que ambos sejam presos na Maus Caminhos.

 

Postura

Um dos secretários prestes a serem demitidos do Estado não tem armas para lutar pela permanência. O outro tenta desesperadamente se agarrar a tudo que pode para ficar. Ambos sabem que, perdendo os cargos, deixam de ter foro privilegiado – no caso o TRF1 – para os pedidos de prisão já em curso.

 

Eleição

Outro fator que leva Melo a retardar a troca é o temor de que isso influencie na eleição de domingo. Quanto mais marola se fizer em relação à Maus Caminhos mais a candidatura de Marcelo Ramos pode ser contaminada. Tudo porque, ainda no 1º Turno, um gênio da lâmpada bateu o pé e obrigou o candidato a colocar o PROS como integrante da coligação. Aí, como Melo é o líder estadual do partido, Arthur Virgílio só teve o trabalho de grudar o governador, e sua rejeição, ao candidato adversário.

 

Debate

ac-debateO debate de domingo, na TV A Crítica, flagrou o fim do “efeito surpresa” entre os candidatos Arthur Virgílio e Marcelo Ramos. Vem aí a decisão, sexta-feira (28/10), no debate da TV Amazonas.

 

Baixaria

O desafio dos marqueteiros de Arthur e Marcelo é combater a baixaria adversária sem mergulhar na lama. É desse equilíbrio que dependem os votos dos cada vez menos indecisos no embate.

 

‘Juizeco’

Quando alguém frio e calculista como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sai das tamancas e chama um juiz federal de “juizeco” é porque o negócio está feio. Recebeu de cara a resposta da presidente do STF, ministra Cármem Lúcia: “Onde um juiz for destratado, eu também sou. Qualquer um de nós, juízes, é”. O “juizeco” em questão é o amazonense, juiz federal Vallisney Souza Oliveira, que autorizou a prisão de membros da guarda pretoriana do Senado.

 

‘Juizeco’ (2)

Outro perigo que surge com a reação desproporcional de Renan é a desproporcionalidade do outro lado. Se os juízes também tratarem a questão com o fígado, deixando de lado o estrito cumprimento das leis, aí é que a vaca vai pro brejo de vez. Um sujeito perigoso como Renan pode até estar tentando provocar algo assim.

 

Fast campeão

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Orleans, com os cabelos brancos desfraldados feito bandeira da vitória, deu a volta olímpica à frente do elenco campeão do Fast. Foto: Ricardo Oliveira

Parabéns aos fastianos. O Campeonato Amazonense não foi assim um daqueles, com grande público e futebol nas alturas. Serviu, no entanto, para quebrar o jejum do Fast Clube que durava 44 anos, vindo do longínquo 1972. Foi um tempo dos irmãos Piola, Édson, Antônio e Zequinha. Orleans Nobre, campeão em 1955, encontrou forças para dar a volta olímpica com o elenco atual, fazendo dos cabelos brancos a bandeira mais representativa da conquista. Parabéns a fastianos históricos, como o advogado Felix Valois Coêlho, o juiz aposentado Luiz Alberto Aguiar e o radialista Paulo Feitoza.

 

BMW

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A superintendente Rebecca Garcia enfrentou e venceu a burocracia para garantir a chegada da BMW. Foto: Ricardo Oliveira

Inaugurada a fábrica da BMW em Manaus. É a primeira fora da Alemanha que vai produzir exclusivamente motos. Serão 10 mil/ ano. Trata-se de produto de alto luxo, com grande valor agregado. Ponto para a superintendente Rebecca Garcia, que soube romper amarras da burocracia e fazer acontecer esse momento.

 

Exemplo no distrito industrial

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Rua do Distrito Industrial de Manaus que foi urbanizada e ajardinada por Reginaldo Pizzonia, da Coplast

A foto acima é de uma rua do Distrito Industrial de Manaus. Não, não é obra governamental. Trata-se de iniciativa do empresário Reginaldo Pizzonia, da Coplast, que decidiu asfaltar a frente de sua indústria, ajardiná-la e assumir os custos de manutenção. O resultado mostra como poderia ser o distrito inteiro. Não dá, afinal de contas, para convencer multinacionais a gastarem milhões em investimentos num lugar onde as ruas parecem solo lunar. Mestre Reginaldo prova que, se cada um fizesse sua parte, o distrito seria outro.

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