‘Obstáculos políticos’ considerados removidos e está tudo pronto para privatização da Amazonas Energia

A Amazonas Energia, concessionária do fornecimento de energia no Estado, está entre as seis empresas do setor consideradas prontas para privatização. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que conduz as negociações, considera inclusive que os chamados “obstáculos políticos” estão superados. Ou seja, qualquer problema quanto à mobilização popular ou opinião contrária da representação política amazonense foi superado. O negócio está pronto para deslanchar.

 

Garantias

Há dois ângulos de visão na privatização da Amazonas Energia: pior que está não vai ficar, mas quais são as garantias de que a empresa vencedora e nova dona do parque energético do Estado irá respeitar limites de preços? É daí que vem todo o panavueiro.

 

Luz para todos

Os beneficiários do Luz para Todos são uma preocupação à parte, nesse processo de privatização. Eles pagam taxa fixa, simbólica, porque são caboclos ribeirinhos, A empresa privada que se tornar dona do fornecimento de energia vai respeitar esse aspecto social do negócio?

 

Prosamim

Uma das maiores bolas dentro da gestão estadual em todos os tempos, o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), idealizado e executado por Eduardo Braga, seguido por Omar Aziz e praticamente abandonado por José Melo, trouxe um problema colateral. Os moradores, retirados das palafitas que povoavam as margens dos igarapés, estão inadimplentes com as contas de água e luz. A maioria vivia de “gato”, as ligações clandestinas, e não soube absorver a nova despesa.

 

‘Bem-estar do servidor’

O Governo do Estado está lançando o programa “Bem-estar do servidor”, para “humanizar” as relações da administração com o servidor estadual. Há um caminho mais simples: o governador José Melo pode ordenar a volta do tíquete refeição, agora que declara ter o Estado bilhões em caixa. Isso vai reabrir os pequenos restaurantes que existiam ao redor dos órgãos estaduais e fecharam as portas, entre outros benefícios. Retirar o tíquete foi uma das maiores crueldades do governador.

 

Hamilton Saraiva é o desembargador

A coluna noticiou, em primeira mão, que Hamilton Saraiva seria a “zebra” na escolha do desembargador pelo Ministério Público Estadual (MPE). Em 20/2, quando foi publicada, com Fábio Monteiro parecendo franco favorito, a notícia soou fantasiosa. Agora, confirmada a escolha, ficou claro que a fonte era quente.

 

Ruim para o MPE

Não foi apenas Fábio Monteiro que foi atingido pelo “zero” na eleição do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que consagrou Hamilton Saraiva. Foi todo o MPE que, majoritariamente, o havia escolhido para a vaga de desembargador. Internamente, porém, houve até procurador que vibrou com o resultado.

 

Bom para Campbell

Mauro Campbell, ministro do STJ e único amazonense em tribunal superior, mostrou força no processo de escolha de Hamilton Saraiva. Mas o próprio Hamilton teve méritos.

 

Cláudio Abramo

Cláudio Abramo, que nas décadas de 1960 e 1970 fez as reformas do JB e Estadão, entre outros, afirma que a ética do jornalista é a mesma do marceneiro. Tanto a notícia quando a cadeira, dizia ele, precisam se manter de pé. A informação de que Hamilton seria o desembargador, apesar de contestações no primeiro momento, ficou de pé até o fim.

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