Museu Casa Eduardo Ribeiro comemora sete anos com programação especial

O Museu Casa Eduardo Ribeiro recebe aproximadamente 10 mil pessoas por ano, de turistas a estudantes interessados pela História do Amazonas. Foto: Divulgação

A partir desta terça-feira (21/03), os sete anos de atividades do Museu Casa Eduardo Ribeiro, completados no sábado (18/03), serão comemorados com uma programação especial e gratuita.

O evento começa com uma palestra voltada para acadêmicos dos cursos de história, arquivologia, antropologia, arquitetura e turismo, na terça-feira (21), a partir das 9h, com o tema “Casa Eduardo Ribeiro e a Ação do Restauro”, com a gerente do Ateliê de Restauro da SEC, Judeth Costa.

Também a partir das 9h, o espaço oferecerá visitas mediadas por personagens caracterizados com figurino de época, com destaque para Eduardo Ribeiro, recepcionando os visitantes.

Na sequência da programação festiva, tem muita música, com a apresentação do Quarteto de Violões, dos Corpos Artísticos do Amazonas, às 10h30, e “Degustação de Chá” na Sala de Almoço, a partir das 11h.

Para o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, a celebração dos sete anos de criação do Museu Casa Eduardo Ribeiro honra a memória de um grande transformador da capital amazonense. “O local preserva a história de um homem que muito fez pelo Amazonas, e em especial, pela nossa cultura. Exemplo disso é o legado que nos deixou, contribuindo para a construção do Teatro Amazonas, a ponte de ferro da avenida Sete de Setembro, o início das obras do Palácio da Justiça, o Reservatório do Mocó, entre outros. Por isso, um museu em sua homenagem, para perpetuar sua história, também é de todos nós”, finalizou. 

Memória local

O  Museu Casa Eduardo Ribeiro recebe aproximadamente 10 mil pessoas por ano, de turistas a estudantes interessados pela História do Amazonas que, consequentemente, passam a se interessar pela história do grande ícone, o maranhense Eduardo Ribeiro. Em pouco tempo, de 1892 até 1896, ele governou o Amazonas e realizou grandes feitos.

“Visitar o museu é um verdadeiro passeio pela história local. É como se entrássemos numa casa do século XIX, com móveis originais da época. E uma das coisas que mais impressiona a quem faz a visita é a cadeira de balanço de Eduardo Ribeiro, na qual o mesmo foi encontrado morto, com um mosquiteiro enrolado no pescoço”, ressaltou a gerente do local há sete anos, Aline Santana. Ela destaca também a charrete modelo Vitória, de 1900, existente no museu, réplica da que pertenceu ao governador.

Durante a visita, também é possível conhecer um pouco dos ‘usos’ do local, que serviu de base para a Família Bretislau de Castro, que residiu na casa até 1961, sob a liderança do maranhense Bretislau de Castro, engenheiro e deputado estadual. Logo em seguida, o local serviu de sede da Delegacia Geral da Saúde (SUCAM) até 1970, ficando abandonado e exposto às intempéries por muitos anos.

Foi então que, em 2002, o local foi cedido ao Estado que o reformou, via Secretaria de Cultura, ao longo de seis anos, por meio de um trabalho minucioso de restauro. O espaço foi inaugurado como Museu no dia 18 de março 2010, para os fins específicos de recuperação da memória da cidade e da história da medicina.

Judeth Costa, que participou de todo o processo, comemora o resultado da ação: “Foi um trabalho conjunto de restauradores, arquitetos e engenheiros, da Secretaria de Cultura, por meio do Departamento de Patrimônio Histórico, que fez todo o mapeamento de danos, vislumbrando dos ornatos (elementos em relevo) da parte externa até os elementos artísticos e arquitetônicos de dentro da edificação. Daí, o trabalho de limpeza, a conservação e restauro. Tudo feito com muito cuidado, pois o prédio estava em ruínas. Começamos praticamente do zero”, ressaltou.

Acervo

O museu possui uma exposição permanente de mobiliário residencial de época, objetos de uso pessoal e de arte que procuram recriar o modo de vida do final do século XIX e início do século XX, época em que viveu Eduardo Gonçalves Ribeiro. As salas e aposentos tomam o nome de fatos e personagens considerados relevantes na vida do ex-governador e seus antigos proprietários.

Constituído por móveis e utensílios típicos de uma residência particular de alto nível conforme os padrões dos anos 1890/1900 da cidade de Manaus, reconstituídos e tendo por base referencial o arrolamento de bens do ex-governador Eduardo Gonçalves Ribeiro, em 1900, e o edital de leilão em hasta pública dos móveis originais, inclui também objetos de uso pessoal, equipamento de trabalho, vestuário e lazer, além de acervo textual e documentos digitalizados de caráter pessoal e profissional.

No mesmo local também está instalada a sede da Academia Amazonense de Medicina, fundada em 1980, na qual podem ser encontradas informações sobre a história da medicina no Amazonas, disponibilizadas em linguagem digital.

O Museu Casa Eduardo Ribeiro fica localizado na rua José Clemente, nº 322, Centro Histórico de Manaus, e está aberto ao público de terça a sexta-feira, das 9h às 14h. Oferece, além de visitas guiadas, dez monitores touchscreen com informações sobre o local e rampas de acesso para cadeirantes.

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