Vigilância Sanitária de Parintins apreende 525 quilos de carne contaminada com planta tóxica

A carne apreendida estava avaliada em R$ 5 mil, porém o proprietário alegou prejuízo de R$14 mil. Foto: Divulgação

Poucos dias após o escândalo no Brasil com a operação Carne Fraca da Polícia Federal, que revelou um suposto esquema de corrupção na venda de carnes adulteradas sem fiscalização, alguns proprietários de açougues de Parintins ainda não se conscientizaram da gravidade que é repassar para o consumidor carne que não passou pelo serviço de inspeção. Fiscais da Vigilância Sanitária e Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) apreenderam, na manhã desta quarta-feira (22/03) 482 quilos de carne clandestina que seriam comercializados em um açougue localizado na rua Vicente Reis e mais 43 quilos que chegaram ao Mercado Mundico Barbosa, totalizando 525 quilos.

Os fiscais chegaram à procedência da carne, quando parte dela chegou ao mercado Mundico Barbosa em um triciclo, condução totalmente inadequada para o transporte do produto. O coordenador de Feiras e Mercados, Augusto Gustão, acionou a coordenadora da Vigilância Sanitária, médica veterinária Cláudia Ramos, que constatou in loco a carne imprópria para o consumo e chegou até o açougue que já estava comercializando para outros revendedores.

Durante a apreensão, o proprietário confirmou à veterinária Cláudia Ramos o abate clandestino de quatro animais. Segundo o relato dele, durante a passagem de gado, oito reses ingeriram uma planta tóxica “gibata”, que causa envenenamento e a morte do gado. Quatro animais foram abatidos para o consumo e os outros quatro foram descartados no local. O abate foi feito ainda na balsa onde os animais estavam sendo transportados. “De forma nenhuma a carne com material toxico poderia ser comercializada para a população”, informou Cláudia Ramos.  O animal que ingere gibata começa a sentir os sintomas de intoxicações de 6h a 24h após sua ingestão, apresentam instabilidade, tremores musculares, queda, movimentos de pedalagem, mugidos e morte.

De acordo com a Vigilância, a carne apreendida estava avaliada em R$ 5 mil, porém o proprietário alegou prejuízo de R$14 mil. Cláudia Ramos disse que há dois dias vinha recebendo denúncias de abate clandestino e informou que a fiscalização vai continuar rigorosa para impedir que carne que não passa pelo Matadouro seja vendida à população.

 

 

 

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