Escola de Arte Caprichoso reabre com 620 alunos e 13 oficinas de arte-educação

Ao comemorar 20 anos de fundação no ano de 2017, a Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale reabre as portas para receber 620 alunos e 13 oficinas, a partir desta segunda-feira, 03 de abril. Com recursos de mensalidades de sócios e apoio de parceiros, a diretoria do Boi-Bumbá Caprichoso honra um dos principais compromissos de campanha, o de colocar em funcionamento o projeto social, após dois anos sem atividades de arte-educação.

Apresentação da equipe multidisciplinar, reunião com pais ou responsáveis de alunos matriculados e entrega de fardamentos aos arte-educadores, fruto da parceria do Boi Caprichoso com a Prefeitura Municipal de Parintins, foram ações realizadas no sábado, 01 de abril.

De acordo com o presidente do Boi Caprichoso, Babá Tupinambá, todos os esforços foram empreendidos para reativar o projeto social desde o início da gestão, com a confiança dos sócios e de parceiros, tanto da iniciativa privada, quanto de setor público. “Os 620 alunos terão oficinas de desenho, violão, percussão, arte em cipó, pintura em tela, informática, dança, capoeira, escultura em isopor, teclado, flauta, pintura em tecido e charango”, explica.

Os filhos do sócio, o pedagogo e intérprete de libras, Paulo Elias Cursino, aluno da primeira turma da escola de arte no ano de 1997, vão trilhar os mesmos passos do pai. “Considero o renascimento da escolinha, pois a comparo com uma fênix. É uma satisfação muito grande ter minha filha na oficina de dança e meu menino no violão. O presidente cumpre aquilo que prometeu em campanha, a revitalização do projeto social do Caprichoso”, expressa o associado.

Dona Raquel Vidinha Costa de Souza conseguiu vaga para os três filhos: Rodrigo, 16 anos, Ana Beatriz, 14 anos, e Felipe, 12 anos. “Eu fiquei triste quando fechou a escolinha há dois e meu filho caçula sempre me perguntava sobre a volta. Quando o Babá falou na campanha que ia reabrir a escola, ele ficou muito feliz e disse que queria voltar a estudar. Muita coisa mudou na vida dos meus filhos. Desejo que continue e não feche mais a escola”, pontua a mãe.

Erick Glória retorna para a escola de arte como assistente social, onde participou de oficina de dança em 1997, violão em 1998, teatro em 1999 e depois Boi Diamante Negro. “Tenho amor pelo lado social do boi, ao trabalhar com crianças e adolescentes. É muito importante, nesses 20 anos, mostrar para a sociedade e aos sócios que a escola é o futuro, na qual são revelados itens e muitos profissionais. O que a gente aprende na escolinha é para a vida inteira”, frisa.

Do ano de 2005 até 2014, Ramon Correia dedicou-se à aprendizagem de música na Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale e em 2017 passa a compartilhar os conhecimentos na oficina de teclado. “Estudei aqui e fiquei por mais tempo na oficina de teclado. Fui selecionado para participar de alguns eventos da escola e fiz parte da banda. É satisfação muito grande poder voltar como arte-educador para ensinar as crianças tudo que aprendi com meu antigo professor, Marlon Soares. Minha vida profissional começou aqui”, enfatiza.

A gestora da Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale, Marilyn Cruz, afirma que a reativação do projeto social é resultado do trabalho árduo do presidente do Boi Caprichoso, Babá Tupinambá, junto com o vice-presidente, Jender Lobato. “A escolinha ficou dois anos fechada e teve de passar por uma reforma geral. O presidente não mediu esforços, correu atrás e buscou parcerias. Com a ajuda dos sócios, através do pagamento de mensalidades, a diretoria comprou instrumentos musicais, entre outros materiais”, ressalta.

 

 

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