Operação ‘Apagar das Luzes’ prende ex-prefeito e ex-secretário de Finanças do Careiro Castanho

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios do ex-prefeito, do ex-secretário e de outras pessoas investigadas. Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta terça-feira (18/04), a operação “Apagar das Luzes”, no município do Careiro Castanho (a 102 quilômetros em linha reta de Manaus). O alvo foi o ex-secretário de Finanças e Orçamento, Altevir Alves Villar, irmão do ex-prefeito Hamilton Villar (PMDB), que foi preso na noite de segunda-feira (17/04).

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios do ex-prefeito, do ex-secretário e de outras pessoas investigadas, expedidos pela juíza Sabrina Cumba.

De acordo com o delegado Danniel Antony dos Santos, titular da 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do Careiro Castanho, o ex-prefeito e o irmão dele, além de outras seis pessoas, a maioria ex-assessores da prefeitura, estavam sendo investigados pela Polícia Civil com apoio do Ministério Público Estadual (MPE) do Careiro Castanho havia cinco meses pelos crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa, tipificados nos artigos 317 do Código Penal Brasileiro (CPB), artigo 2 da Lei nº 12.850/13 e artigo 90 da Lei nº 8.666/93, que trata das regras para licitações públicas.

Hamilton Villar foi preso no início da noite de segunda-feira, dia 17, por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido no dia 6 de abril, pela juíza da Comarca daquela cidade, Sabrina Cumba Ferreira. O ex-prefeito foi interceptado por volta das 18h30, nas proximidades do quilômetro zero da BR-319, quando tentava sair do Careiro Castanho com destino a Manaus utilizando um veículo modelo Fiat Strada Working placas NOW-6181.

Altevir Villar, segundo o delegado, foi preso durante à tarde, também por ordem da juíza daquela cidade. “Contra o ex-secretário também pesam os mesmos crimes e a prisão dele foi necessária”, disse.

Nas residências dos irmãos, a polícia apreendeu documentos que vão ser analisados a partir desta semana pela Polícia Civil e o MPE. “As investigações estão bem avançadas e essas novas provas vão ajudar bastante a concluir o inquérito”, disse a autoridade policial.

 

 

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