Para bancar alto padrão de vida, casal teria aplicado golpes de R$ 1 milhão com cartões clonados

O casal teria causado um prejuízo de R$ 1 milhão às vítimas. Foto: Lana Honorato/PC-AM/Divulgação

Nelson Fernando Silva Costa, 28, e Marcia Mendes da Silva, 20, foram presos, na terça-feira (18/04), em cumprimento de mandado de prisão preventiva por estelionato. Eles são acusados de utilizar cartões clonados para realizar compras em lojas na capital, causando um prejuízo estimado em R$ 1 milhão às vítimas.

O casal foi preso no apartamento onde morava, em um condomínio sofisticado no bairro Ponta Negra, zona oeste da cidade.

O titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Adriano Felix, informou que as investigações em torno do caso iniciaram no ano passado, após os acusados aplicarem golpe em uma loja de eletrônicos da cidade. “Na ocasião, causaram prejuízo no valor de R$ 515 mil aos proprietários do estabelecimento. Depois de praticarem o crime, Nelson e Marcia viajaram para Fortaleza, onde gastaram cerca de R$ 14 mil com passeios”, declarou.

Felix afirmou que durante as investigações o modo de vida do casal chamou atenção dos policiais civis. “Constatamos que Nelson entrava em contato com uma pessoa que mora no Rio de Janeiro, responsável pelo fornecimento dos cartões de crédito clonados. O casal não trabalhava, mas frequentava bons restaurantes e morava em um condomínio de luxo. As investigações em torno do caso irão continuar, até chegarmos ao fornecedor dos cartões, que já está sendo procurado”, ressaltou.

O mandado de prisão preventiva por estelionato em nome de Nelson foi expedido no dia 29 de novembro de 2016, pela juíza Andrea Jane Silva de Medeiros, da 5ª Vara Criminal. Já o mandado de prisão preventiva por estelionato em nome de Marcia foi expedido no dia 7 de abril deste ano, pelo juiz da Comarca de Alvarães, James Oliveira dos Santos.

Nelson e Marcia foram indiciados por estelionato. Ao término dos procedimentos cabíveis na especializada, eles serão levados ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), respectivamente, onde ficarão à disposição da Justiça.

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