O instrumento que o eleitor não usa para se defender de pesquisas eleitorais e o principal preditor (indutor do voto) desta eleição

Amazonino se distancia na liderança e deixa a briga pela segunda vaga no 2º Turno para Braga e Rebecca

As pesquisas eleitorais foram usadas, descaradamente e por muito tempo, como instrumento para induzir o voto. O legislador (Congresso Nacional), diante do clamor popular, mexeu nas regras para tentar inibir isso. Só que os instrumentos continuam não sendo usados nem por partidos, nem por candidatos e menos ainda por eleitores. O principal deles é o direito de “penetrar” na pesquisa e ter em mãos tudo, inclusive as fichas de entrevistas. Pode também ter em mãos CPF, RG e endereço dos entrevistados.

A regra geral é que pesquisas, no início do processo eleitoral, quando os candidatos sequer estão lançados oficialmente, servem para incentivar financiadores, ajudando na captação de recursos que serão usados na campanha propriamente dita. São as chamadas “pesquisas internas”, que acabam vazando nas redes sociais e privadas, além da “rádio cipó”, burlando a obrigatoriedade de registro na Justiça Eleitoral.

Perto da eleição, os institutos capricham, refazem entrevistas, revisam tudo, antes da publicação, procurando escapar dos erros, que causam enormes prejuízos a essas empresas no ano seguinte. Esse “capricho” se dá a uma semana do pleito, mas é aprimorado mesmo na véspera do voto.

No caso da eleição suplementar do Amazonas, as pesquisas quase não tiveram tempo para a especulação captadora de recursos. Têm que atirar e correr o risco de errar ou acertar.

Os políticos mais experientes têm sempre pesquisas quantitativas, para saber quais as posições dos concorrentes, e qualitativas, aquelas que indicam os chamados “preditores” do voto. Na eleição para prefeito de Manaus, ano passado, este portal, neste mesmo espaço (segue o link: preditores de voto de 2016), anunciou os preditores de voto para o confronto Arthur Virgílio x Marcelo Ramos. Acertou na mosca, apontando a maturidade administrativa e a capacidade de conduzir a cidade em meio à crise.

Para esta eleição suplementar, o principal preditor de voto parece ser o “afago”, o carinho, a certeza do eleitor de que o candidato estará ao seu lado nos momentos mais difíceis e que não tomará medidas duras, como a majoração de impostos, diante de crises, resguardando os interesses da população.

Esse preditor, o “afago”, bate segurança pública, saúde, educação etc. O povo sabe que é balela candidato dizer que resolverá esses itens mais estruturais e com problemas fundamente enraizados, em um ano e pouco de mandato. Quer mesmo é representante capaz de defender os interesses da população, em primeiro lugar.

É do preditor “afago” que surge o acerto do AMA, usado na campanha de Amazonino Mendes.

Foi também uma sinuca de bico.

De um lado, o principal adversário de Amazonino, o senador Eduardo Braga, não pode bater pesado em fragilidades do rival. Até agora a campanha não encontrou o caminho para explorar o “então morra” e “tá explicado”, que o então prefeito de Manaus usou contra uma sem-teto paraense. É claro que trabalha contra Braga a viralização prematura desse vídeo, até o desgaste, que impediu Amazonino de ser candidato à reeleição como prefeito. Funcionou naquele momento. Perdeu a força ou ninguém soube como explorá-lo neste pleito.

A força de Braga nas mídias sociais também trabalhou contra ele. Bater nos adversários, criando memes desqualificantes, acabou reforçando a imagem de “duro” e “arrogante” que acompanha o senador como uma assombração.

A proposta desse artigo é dar um panorama da eleição suplementar. E aqui vai, sem rodeios, de acordo com as pesquisas legais:

Amazonino ganha na capital e empata com Braga no interior. Abre uma dianteira cada vez mais folgada.

Braga perde na capital para Amazonino e se recupera no interior, de onde está tirando certo equilíbrio para sua chapa na disputa. Desistiu de perseguir o líder e está preocupado mesmo é com Rebecca Garcia, que foi vice dele na eleição em que perdeu para José Melo.

Rebecca Garcia cresceu, nas últimas duas semanas, obteve o empate técnico com Braga na capital e avançou no interior. Os dois terminarão muito próximos e, a julgar pela enxurrada de ações contra ela, a candidata pode aparecer como azarão no 2º Turno.

Liliane Araújo colheu os frutos da ousadia em sair candidata ao governo e surpreendeu com o índice em torno de 5% nas pesquisas iniciais. Agora, diante das impugnações que recebeu e da ação contra Rebecca, que não a beneficia em nada, tem dado margem a insistentes boatos de acordo pecuniário a serviço das candidaturas ainda na disputa. Se for para cima de Rebecca, inclusive atacando a vida pessoal, no debate da TV Amazonas, aí então confirmará os boatos.

Zé Ricardo corre o risco de sair menor nesta eleição do que na do ano passado, para prefeito, quando foi o quarto colocado, com 10,99% dos votos, colado no terceiro, Silas Câmara, que obteve 11,17%. A votação dele será bom parâmetro para saber a quantas anda a popularidade do PT no Amazonas, depois das estripulias da dupla Lula e Dilma.

Wilker Barreto está tendo sucesso na missão de “esquentar o nome” para 2018.

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Vamos ao voto.

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