Apreensão de objetos proibidos e ilícitos nas cadeias tem aumento de 26%

Entre janeiro e agosto deste ano, Seap fez a apreensão de 1.189 objetos ilícitos durante revistas de familiares e amigos de presos nas cadeiras. As revistas em presídios tiveram aumento de 309%, com 45 operações realizadas este ano, contra 11 de 2016. Foto: Divulgação

Entre janeiro e agosto deste ano, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) apreendeu 1.189 objetos ilícitos durante revistas de familiares e amigos de presos nas cadeias. O número representa um aumento de 26% em relação ao ano passado, quando foram registrados 947 materiais.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (4) e apontou que o número de revistas nos presídios teve um aumento de 309%, com 45 ações realizadas de janeiro a setembro deste ano, em comparativo com 11 realizadas no mesmo período de 2016.

Uma das razões para o aumento de revistas também foi a crise no sistema prisional do Amazonas, que iniciou com a maior chacina entre presidiários ocorrida no Amazonas e no Brasil, a do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que terminou com 56 mortes no dia 1º de janeiro deste ano.

O massacre resultou no indiciamento de 210 detentos do presídio. As informações da conclusão do inquérito pela Polícia Civil foram divulgadas em setembro, 8 meses após a chacina. O inquérito produzido tem mais de 2,6 mil páginas, entre oitivas, fotos, áudios, laudos de necropsia e DNA feitos nos corpos.

Durante as investigações, ficou comprovado que a chacina teve uma ordem externa, partindo do narcotraficante José Roberto Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, um dos criadores da facção criminosa Família do Norte (FDN), considerado o terceiro maior grupo do país. A ordem era para extermínio detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem origem em São Paulo, e que é rival da FDN. As duas atuam no Estado e buscavam o domínio dentro dos presídios em Manaus.

Prioridade

O secretário da Seap, Cleitman Coelho, afirma que uma das medidas prioritárias em sua gestão foi aumentar o número de revistas preventivas nas celas, que tinham o intuito de fiscalizar a movimentação nas unidades para inibir ações dos detentos.

“As revistas que foram realizadas este ano tinham outro objetivo, além do habitual, que é retirar todo e qualquer material ilícito das unidades. Nosso trabalho se destacou também para que pudéssemos nos antecipar em casos de escavação de túneis, grades serradas, produção de teresas, e outros meios que possibilitassem que os presos tivessem êxito em planos de fuga”.

Segundo a Seap, entre os materiais mais apreendidos em 2017 estão entorpecentes em geral, com 614 porções e trouxinhas, 165 chips de celulares e 75 aparelhos de celular. Nesses casos, os visitantes flagrados foram encaminhados às delegacias para os procedimentos cabíveis, por se tratar de objetos que caracterizam infração penal.

Tranca

O balanço da gestão do secretário Cleitman Coelho aponta que houve um aumento significativo nos procedimentos de acompanhamento de tranca nas unidades prisionais. As ações são realizadas pelas equipes da Coordenação do Sistema Penitenciário (Cosipe) e registrou um avanço de 1.054%, com 427 acompanhamentos de janeiro a setembro deste ano, em comparação com 37 realizados em 2016.

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