Julgamento de ex-procurador acusado de mandar matar Mauro Campbell é adiado. Advogados do réu não compareceram

Julgamento do réu Vicente Cruz foi adiado para 6 de novembro. Advogados dele não comparecer à sessão marcada para hoje. Foto: Arquivo

O julgamento do ex-procurador de Justiça Vicente Augusto Cruz de Oliveira, marcado para esta sexta-feira (6), foi adiado. A assessoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) informou que a defesa do réu não compareceu à sessão de julgamento e o juiz Anésio Rocha Pinheiro, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, determinou o adiamento.

A nova data marcada foi 6 de novembro. O réu Vicente Cruz foi ao julgamento sem os advogados Felix Valois Coelho Junior e Catharina de Souza Cruz Estrela. Ele é acusado de planejar o assassinato do ex-procurador, hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell.

O juiz Anésio Rocha designou que no julgamento a Defensoria do Estado seja designada a participar do processo, caso os advogados não compareçam. Uma notificação será enviada a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) sobre o não comparecimento da defesa do réu no dia de hoje.

Ontem, a defesa entrou com um habeas corpus, alegando que não houve acesso a todas as provas. O recurso foi negado pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ari Moutinho.

Vicente Cruz foi pronunciado em maio de 2013, por tentativa de homicídio qualificado mediante pagamento ou promessa de recompensa, crime de formação de quadrilha e bando armado, conforme o processo nº 0215832-55.2010.8.04.0001.

Segundo a sentença de pronúncia, houve comprovação dos indícios de homicídio tentado. O acusado teria adiantado parte do dinheiro aos pistoleiros, com a promessa de que entregaria o restante após a execução da vítima, de acordo com o processo.

A sessão de julgamento foi agendada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conhecer do Recurso Especial interposto pela defesa do acusado e o trânsito em julgado da decisão.

Quatro réus do caso já foram julgados em junho de 2016. Maria José Dantas da Silva, Jane da Silva Santos, Lenilson Braga da Silveira e Osvaldo Silva Bentes foram condenados em 1º grau a penas que variam de 12 a 16 anos de prisão.

Quanto ao réu Elson dos Santos Moraes, também pronunciado, teve o processo desmembrado e encontra-se em fase de recurso.

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